Com a Flauta na Garupa!

(Flauta, Viagens e Pássaros)

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06/01/2012

Falando em Flauta! (história da flauta no choro e a técnica da flauta)

Pelo link abaixo você consegue fazer o download do material que uso em minhas aulas:

http://dl.dropbox.com/u/74336553/Ophicina_De_Flauta.zip
Postado por Rodrigo Y Castro às 13:52 Nenhum comentário:
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"Os Grandes Flautistas" 142 gravações raras dos maiores flautistas do choro

Aqui você pode baixar 142 gravações, feitas pelos mais importantes flautistas da história do Choro, desde Pattapio Silva em 1904 aos dias atuais :

http://dl.dropbox.com/u/74336553/Ophicina_De_Flauta.zip
Postado por Rodrigo Y Castro às 13:20 Nenhum comentário:
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No Brasil, ainda sofremos com a ideia preconceituosa de que o estudo da técnica erudita, pela sua rigidez, atrapalharia ou não seria necessária para se tocar música popular. Isso, na minha opinião, é um equívoco, pois na sua origem, o choro não foi outra coisa senão uma maneira de se interpretar a música virtuosística européia. Então, certamente, uma parte formadora da própria linguagem do choro é a linguagem Erudita.

Essa falta de formação do músico atual de choro o leva por caminhos traiçoeiros, que muitas vezes o abandonam em nichos de mercado muito restritos e criam falsas ideias de que o chorão nunca vai ter a lapidação sonora de um flautista erudito, por exemplo. Se uma pessoa tem musicalidade, a técnica vai dar liberdade para que ela a expresse.

A falta de informação é tão grande que muitos músicos talentosos não têm outra opção a não ser tocar mais de um instrumento, geralmente sax e flauta, e às vezes até sax, flauta e clarinete, o que deixa quase impossível uma preocupação com a sonoridade, uma vez que a embocadura do sax e do clarinete atrapalha a embocadura da flauta.

Isso muitas vezes é desculpado porque, se o músico tocar “só flauta”, com certeza o emprego será de quem tocar mais de um instrumento. Então vemos muitos professores de sopro e poucos específicos de flauta ou saxofone – é a sonoridade do instrumento indo por água abaixo. Grandes cursos de música popular acabam por abrir mão de dois ou três professores para ficar somente com um. É uma pena.

Temos que lembrar que, em seu começo, o choro consistia em uma forma de se tocar certas peças, eruditas ou não, acrescentando uma maneira pessoal, tecnicamente refinada, de execução. Herança essa que em muito se deve ao genial flautista belga Mathieu André Reichert, que foi quem trouxe a flauta de prata para o Brasil, ampliando as possibilidades técnicas do instrumento.

Por sua vez, a rivalidade entre o belga e Callado, o maior de todos os flautistas brasileiros, foi o ponto de partida do Choro. Essa rivalidade se define como uma disputa técnica pelo domínio do instrumento. Mesma ideia adotada pelos flautistas que o sucederam, pelo menos até a chegada do fenômeno Pixinguinha, que soube aglutinar esse caleidoscópio de interpretações em um estilo único.

Se não tivermos excelência em nossa execução, não poderemos exigir o reconhecimento que achamos merecer.

Obs.: Não confundir a riqueza e a diversidade contida na música erudita, com a prepotência de alguns classicistas que tentam impor uma superioridade da música erudita perante a popular.

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